O Pé Diabético é uma das complicações mais graves da diabetes e resulta do mau controlo metabólico, ou seja, do açúcar elevado no sangue (hiperglicemia). A hiperglicemia mantida dá origem a:
✔ neuropatia (perda de sensibilidade, fazendo com que a pessoa não sinta dor);
✔ arteriopatia (os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, fazendo com que os pés recebam menos sangue e a cicatrização seja mais difícil);
✔ artropatia (aparecimento de deformidades/alteração da anatomia do pé).
A possibilidade de que uma pessoa com diabetes desenvolva uma úlcera de Pé Diabético (UPD) é de 15% a 25% ao longo da sua vida. O risco de desenvolver uma UPD pode ser minimizado com:
✔ Controlo metabólico adequado (níveis de açúcar no sangue, colesterol, tensão arterial dentro da normalidade);
✔ Prática de exercício físico regular;
✔ Autovigilância (realização de inspeção, higiene e hidratação diária dos pés de acordo com as recomendações específicas do pé diabético);
✔ Evitar andar descalço;
✔ Uso de calçado adequado;
✔ Proteger os pés da radiação solar/calor excessivo;
✔ Vigilância periódica em consulta especializada de Pé Diabético.
A adequada estratificação do risco de ulceração, o diagnóstico precoce da neuropatia, arteriopatia, artropatia bem como o tratamento da patologia ulcerativa pode evitar a amputação ou perda parcial do pé.